Pode-se dizer que foi um espetáculo o Moto Aventura. Não pela quantidade, mas pela qualidade.
Criei o Moto Aventura Urubici/SC com a finalidade de promover o encontro de motociclistas que apreciem natureza em uma cidade  da serra catarinense que conta com um relevo de muitos atrativos naturais de grande beleza que é Urubici/SC.
Este foi o meu pensamento na época que fiz este evento, sendo que somente o Clube XT 600 já fazia seu encontro tradicional na cidade.
Mas este panorama agora mudou e vários eventos já estão acontecendo pela cidade, o que é excelente.
Vou relatar como foi a 1º Edição, dos momentos que passamos com alguns amigos em meio a muito verde, cachoeiras e cascatas além é claro, de uma gastronomia serrana.
A turma
Uma surpresa foi dois motociclistas terem vindo em direção a Urubici/SC de São Paulo/SP, Antonio e o Paulo, com suas Honda Varadero. Antonio recomeçando a pegar a estrada após muito tempo afastado das motos. Não conheciam a região e estavam muito satisfeitos com o que viam.
Joel ou Bigode – como todos o conhecem – que na época possuía uma Suzuki V-Strom 1000. O homem que resolveu fazer da América do Sul o pátio de sua casa. De Ushuaia ao Peru, Bolívia, entre outros, sem falar a parte do Brasil. Nesse 1° Moto Aventura Urubici era ele quem não deixava ninguém quieto, mantendo a moral do grupo sempre alta com boas risadas.

Grande Nélio, com sua Suzuki V-Strom 650, o homem da fotografia, um hobby e acima de tudo valente, pois em uma das trilhas quem topou a parada foi ele, eu e o Fabrício, de quem falo em seguida. Era apenas 135m, mas a coisa foi difícil. Todo este esforço para ver uma cachoeira de em torno de 60 metros.
Fabrício ou Vagalume – será que é por que ele trabalha com elétrica este apelido? – com sua Honda Falcon 400 também fez parte do grupo. Morador da cidade, nos conhecemos no dia anterior, quando começou a rodar comigo. Me deu uma bela força, pois fui na garupa de sua moto, para poder tirar fotos do grupo. Gosta de pegar uma estrada também, sem contar que nas trilhas não tinha para ninguém.
Cacá e Conrado de Florianópolis/SC com suas BMW 1200  Adventure, que infelizmente tiveram que partir antes, mas é claro, foram pelo trecho de estrada da Serra do Corvo Branco de chão batido. Dois motociclistas com muita bagagem e histórias para contar.
Noé, Floripa/SC, com sua Suzuki Boulevard 800, motociclista das antigas, da época das XL 250 da Honda, não teve tempo ruim, foi com a custom mesmo no chão batido, mas já pensa em trocar por uma big.
Mateus, namorado da filha do Noé, que acompanhou a turma também. Levou na boa e com calma sua Yamaha Fazer 600.
O roteiro
Com um dia ensolarado, iniciamos o roteiro pelo Morro da Igreja e Pedra Furada. Pessoal tranquilo, apreciando a paisagem, primeiro trecho chão batido e iniciamos o segundo, que é pavimentado, mas de repente para tudo. O Bigode já achou uma plantação de maçãs, normal na região por sinal. Parou e saiu correndo, atravessando cercas para pegar algumas.
Conforme fomos subindo o tempo mudou, saímos de uma altura de 925m que é a da cidade e passamos para 1.828m que é a altitude onde se localiza o Morro da Igreja.
Pena, pois não deu para ver a Pedra Furada pois a neblina encobriu tudo. Mas valeu!
Descemos para a Cascata Véu da Noiva. Mudança de tempo rápida na descida: céu limpou. Visitas a cachoeira e muitas fotos. A galera já no lanche no restaurante e falando de moto, sempre, troca de informações, histórias de estradas. Essa é a energia que move os encontros é marca registrada.
No retorno, abortamos a Serra do Corvo Branco, pela neblina. Novamente parada e agora invasão total nas macieiras, com a devida aprovação do proprietário.
Quase virou colheita.
Nesta hora que me aproximei do paulista Antonio, perguntar o que estava achando até o momento. Plenamente satisfeito. Nunca tinha visto uma plantação, quem dirá colher maças direto do pé.
A parada seguinte foi na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, que desde 1944 tem a imagem da santa. Tem uma bela queda d’água no conjunto da paisagem. 
Fizemos  um retorno para o almoço e a saída  foi programada para as 14hs.
Arroio do Engenho
Perto – somente 4km do centro – a vegetação nativa, muitas trilhas, xaxins milenares, criação de trutas, duas belas cachoeiras. Fomos para as trilhas: fora alguns escorregões tudo aconteceu na boa.
A primeira foi tranquila, muito bonita, a água caindo em um imponente paredão. Boas fotos foram o resultado.
Mas a segunda, apesar de ser apenas 135m acima, o grau de dificuldade foi bem maior.
Nesta foram somente eu, Nélio e o Fabrício, o restante retornou pois o acesso é bem inclinado  repleto de pedras escorregadias.
Cachoeira do Avencal

Como a Cachoeira do Avencal ficava próxima, nos dirigimos para lá. Com seus 100m de altura e com bons pontos de observação. Ela está localizada na entrada da cidade e é de fácil acesso. Inclua em suas visitas a cidade!
A turma já estava com as baterias um tanto fracas, então retornamos ao hotel. Não sem antes  dar uma parada no Belvedere que fica logo após a entrada da cachoeira. Pela boa altitude, se avista praticamente toda cidade de lá.
Terminamos o dia no hotel, alguns tomando aquela gelada. Foi o encerramento de um sábado bem movimentado e com a turma se preparando para pegar a estrada domingo pela manhã.

Por Jerre Rocha

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